Em 2025, os povos indígenas do Rio Grande do Sul enfrentaram o aumento no número de violências contra o patrimônio, contra a pessoa e por omissão do poder público. Os dados foram publicados no Relatório Violência Contra Povos Indígenas no Brasil – 2025, elaborado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi). O Censo de 2023 aponta 36.096 cidadãos indígenas no Estado, pertencentes a etnias Mbyá Guarani, Kaingang, Xokleng e Charrua. No Brasil, são mais de 391 povos e mais de 275 línguas faladas.

Dos 121 casos de desassistência na área da saúde aos povos no Brasil, 27 ocorreram no Rio Grande do Sul. Uma das situações registradas com maior frequência é a falta de acesso à água potável. Em época de mudanças climáticas, o uso indiscriminado de agrotóxicos em lavouras vizinhas a Terras Indígenas regularizadas, ou em territórios que ainda não estão totalmente sob a posse indígena, contamina cursos d’água e provoca problemas de saúde nas comunidades.

Outra problemática apontada é a constante falta de estudos e de consulta prévia, livre e informada do cidadão indígena para a elaboração de diversos empreendimentos com impacto direto ou indireto em terras indígenas no Estado, como o caso do aterro de Viamão, que afetou diretamente a comunidade indígena Mbya Guarani da Terra Indígena Cantagalo, em especial as aldeias Tekoá Jataity (Cantagalo 1) e Tekoá Ka’aguy Mirim (Cantagalo 2).

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

plugins premium WordPress